
Na infância o rio sonhado
tinha pedrinhas para saltitar
E por elas ir e atravessar
Margem a margem um espaço amado
Na água tocava só a brincar,
E por ele ia feliz, sorrindo
Nunca tropeçando ou caindo
Leves seus passos pareciam voar!
Crescendo a criança se perdeu,
Ou será o rio tão diverso,
Que as pedras em tristezas se mudaram?
Já não salta no espaço que era seu
Dos olhos chorosos, rosto disperso
As águas doces, salgadas ficaram.




