terça-feira, 27 de julho de 2010

Saga...


Na boca do tempo há uma viagem,
Que nasce sempre na sobra do medo,
Não se esconde e não será segredo,
Marca é um ritual de passagem…

Da terra eu não serei, eu sou do vento!
Com pó de caminhante nos cabelos,
Com lembranças que ligo em novelos,
Um peso que transporto sem lamento.

Sonhei ficar, mas as paredes caem,
Dentro a voz do vento adivinho,
Calço as sandálias de viajante…

As lágrimas que voam já não traem,
São cristais que indicam o caminho,
E que me levam sempre adiante…

Sussurro


Atiramos palavras como vidros esquinados,
Esperamos que elas caiam e, depois,
Estranhamente…
Ficamos ambos tristes, magoados…

Á noite, o teu corpo
Tem a forma dos meus sonhos
Quando parto… esporadicamente,
Volto á âncora desse calor…
E á sombra do meu Amor!

Se eu disser que te amo
Pensas que algo está errado,
Pois a Mulher tem várias faces,
Mas não a sombra do meu Amor!

E quando o nosso corpo flutua
E a mente se perde da razão,
Vejo-te do outro lado do espelho,
E não há sombra no meu coração…

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