sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Silêncio



Perpassas pelas brumas da memória,
E eu tão-pouco ouso imaginar
Como seria se te fosse encontrar
Segurando os fios da nossa história.

Frases avulsas, um porto vazio,
E esta ânsia que foste sem nome…
Este banquete de sabor a fome…
Este choro que não formou um rio…

Das minhas mãos o tempo que escorre
É fonte de mel de lugar nenhum
Onde não há pena, pesar ou dor…

De trás da cortina a cena não corre,
Os dias que trazem um sabor comum,
Não escutarão sussurro nem clamor!


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Meditações





Disse-te adeus na estrada apinhada,

De barulhos, vozes e quase nada

Do silêncio em que vivi…

Disse-te adeus e ninguém sabe,

Disse-te adeus e sorri

Do desejo acabado e usado

Que se liberta de ti.

Na amarela luz da rua

Na noite cinzenta e fria

Brilha no chão molhado

O sabor da melancolia

Há um sopro de vento vazio

Que invade toda a rua

Aconchego a manta ao corpo

Afinal acordei nua…

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