sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Silêncio



Perpassas pelas brumas da memória,
E eu tão-pouco ouso imaginar
Como seria se te fosse encontrar
Segurando os fios da nossa história.

Frases avulsas, um porto vazio,
E esta ânsia que foste sem nome…
Este banquete de sabor a fome…
Este choro que não formou um rio…

Das minhas mãos o tempo que escorre
É fonte de mel de lugar nenhum
Onde não há pena, pesar ou dor…

De trás da cortina a cena não corre,
Os dias que trazem um sabor comum,
Não escutarão sussurro nem clamor!


1 comentário:

rosa-branca disse...

Um silêncio doloroso mas belo num maravilhoso soneto.
Amiga, passei para lhe desejar um Feliz Ano Novo com muita saúde, paz e muito amor. Beijos com carinho

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