segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Comboios de Lisboa


Esta viagem
Que me leva o dia a dia
Numa Lisboa
Que levanta na asa da gaivota
Os comboios que choram
toda a solidão
E a noite vazia
Por detrás desta porta...

Onde estão os sorrisos?
os choros e as vozes?
Onde está a lareira
Que acende a nossa vida...

Tudo se apagou, tudo se finda!
Não há esperança, nem sonho
Apenas os gestos
da inútil despedida.
E uma raiva cega
que seca as lágrimas e a vida.

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