quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Sonho


Não quero o tempo, o tempo arde...
A vida é como gesta amarela,
olhamos e sorrimos para ela
e já queimou num sopro, já é tarde...

Não quero madrugadas, são tão frias
Não quero demorar a adormecer,
Quero num sono só desfalecer,
sonâmbola de quimeras vazias...

O ópio do cansaço, do silêncio,
a paz de esquecer, o abandono...
A chuva que se afunda na terra

Apagar o ser que penitencio,
E fazer do sonho o meu trono,
Onde somos felizes lá na serra.

1 comentário:

LP disse...

Bonito como sempre,por isso recorda-me um outro que alguém escreveu:
O tempo pergunta ao tempo, quanto tempo o tempo tem, e o tempo responde ao tempo, que o tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo ...

Bjs

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