
5 de Novembro de 2007
Voar pela minha cidade
De luzes que parecem irreais
Ño ar puro, limpo, sem neblina
lágrimas coloridas, pontos finais
Continuo volteando
mas com rumo seguro
procuro o porto de mar
a poente o descubro...
Os barcos vão-se destacando
alguns vestidos para a partida
Basta olhar o estandarte
Está marcado, mas é sofrida
Continuo a voltear
Contra o azul negro do ceu
Algures a luz de um farol
Magoa um olhar que é meu
E sobre um vento agreste
mesmo ao nascer da alvorada
as asas tomam rumo a leste
Não quero, sou empurrada
E um sofrimento mudo
toma conta, invade o peito
É que na minha cidade
tudo parecera perfeito
Sei-me expulsa, prescrita
Do meu lar devo arrancar
Mesmo antes da alvorada
defino rumo para o mar
Um pressentimento transparente
vem para mim desamparada
É um tiro de caçador
baque surdo, vermelho e nada
Acordo ainda estremunhada
Com o toque de um despertador
Ele levanta-se rápido e parte
De um beijo perdido é pescador
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