quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pausa


Hoje apeteceu-me a cor dos montes
O verde sonho da minha infância
A frescura molhada da voz da Avó
A morena passando e levantando pó
O som do piano, escalas dedilhadas,
Tantas vezes repetidas e trocadas…
A prima com devaneios de adolescente
Os risos da pequenada na nascente

Num profundo suspiro vejo adormecer
Meu filho em paz, sobre a almofada
Sobre o armário, um velho retrato
Meu olhar pousa nele com recato
Espanto das vezes que aqui passei
Nem me lembro quando o vi e lhe falei

Hoje o nada tem a ver com tudo,
Melodias sucedem-se sem parar
Num mundo parado, amado e antigo
Retorno a casa e de bem comigo
Faço uma pausa para poder voltar
Agora vou… para enfim, descansar.

1 comentário:

Maria Inês Teixeira de Queiroz Aguiar Marçalo disse...

ÀS VEZES, TAMBÉM ME ACONTECE.
OBRIGADA POR TERES EXPRESSADO TÃO BEM O QUE SENTISTE. JINHOS MÃE.

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